Audrey Hepburn – muito mais do que uma Bonequinha de Luxo

Bom dia, gente!

Como vocês estão?

Tive a ideia de fazer esse post no domingo enquanto estava “assistindo” ao Emmy. A intenção era essa, porém, uma força maior me chamou a atenção e eu não pude me segurar : em um canal estava o Emmy e no outro o filme, ” Cinderela em Paris”. Para quem não sabe, esse é um musical que estrela Fred Astaire e Audrey Hepburn. Para muitos pode ser só mais um filme, mas, honestamente, esse sim deve ser o filme referência quando o assunto é moda e padrão de comportamento e beleza.

Precursor de todos esses filmes que tem uma transformação de visual como pilar, o Cinderela em Paris vai muito além do que mostrar bastidores da moda. Nele há o conflito da mulher que não tem uma beleza óbvia e a adoração do mundo fashion por ela, além disso, o próprio conflito da personagem em aceitar o que há de bom desse mundo, sem perder sua integridade e aptidão para os estudos, e, por fim, uma mulher que se aceita pelas suas particularidades.

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Se você ainda acha que Bonequinha de Luxo é o filme mais importante da carreira de Audrey, continue lendo pois te darei motivos para crer que ela vai muito além de um delineador bem passado e um vestido preto.

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Nascida na Bélgica, em 1929, a tão conhecida atriz de Hollywood teve sua beleza e talento questionados no início de sua carreira. Tida como uma mulher fora do padrão ( só pensar em Marilyn Monroe para entender), suas orelhas “grandes”, nariz pequeno e altura causavam receio sobre a aceitação do público em relação à sua aparência. Pois bem. Não preciso dizer o que aconteceu depois. Ganhadora de Oscars, portadora das maiores referências de looks clássicos até hoje, Audrey não se deixou diminuir pelo o que tinham dela como defeito e os transformou em suas melhores qualidades. Interpretou mulheres ricas, pobres, apaixonadas, enraivecidas, delicadas, brutas, tudo isso sem nunca perder a elegância. Ao final da sua vida, a fama, que nunca foi sua fonte de inspiração, já não bastava. Resolveu arregaçar as mangas e trabalhar por causas humanitárias. Por viver na Inglaterra durante o período da Segunda Guerra Mundial, Audrey e sua família mudaram-se para a Holanda, acreditando que lá poderiam ter uma vida mais tranquila. Porém, o país foi invadido e Audrey precisou de toda ajuda que podia para conseguir sobreviver. Isso fez com que ela se sentisse em dívida com a Organização que mais tarde viria a ser a UNICEF. Portanto, passou a dedicar seus últimos anos de vida como embaixatriz da Organização, ajudando os refugiados.

O que mais me motivou a sentar e desenvolver esse post, é a cena do filme Cinderela em Paris que, para mim, significa a total desconstrução da beleza. Uma mulher de calça e blusa pretas, sem curvas e seios pequenos, completamente fora do padrão holywoodiano, brilhando na interpretação de uma dança contemporânea.

Audrey, você foi foda. E o mundo deveria lembrar de você como muito mais do que um rosto bonito. Parabéns por ter quebrado paradigmas e sempre ter sido verdadeira consigo mesma.

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