Slow Fashion – você é adepto dessa moda?

Alguma vez você se viu com o armário lotado de blusas, mas se sentiu sem nenhuma roupa para sair? Ou entrou em alguma loja na promoção ( ou não) e aproveitou para comprar só mais uma peça de roupa? E quantas vezes você compra algo, achando que o preço é coisa da China e realmente é? Já pensou em diminuir o ritmo de compras e passar a observar mais a etiqueta das suas peças?

 

Uma das premissas do Slow Fashion é justamente consumir com mais consciência, não só pensando no financeiro, mas em toda a cadeia de produção de qualquer peça de vestuário – calçados, vestidos, blusas, calças, acessórios. Por exemplo, as peças básicas necessárias para o dia a dia costumam ser “caras” se pensarmos que elas não possuem nenhum detalhe ou trabalho mais refinado. Assim, partimos para comprar sempre as mais baratinhas. E o que acontece? Dali um mês, já encolheu, cedeu demais, ta com mancha na região da axila ou mesmo quando usamos achamos desconfortável. Jogamos fora e compramos outra.
E se em vez de comprarmos 10 blusinhas básicas preferíssemos comprar uma só, com valor um pouco mais alto, mas com tecido de melhor qualidade e produção nacional? A produção e venda de peças com tecidos melhores, modelos atemporais, feitos nacionalmente ( ou regionalmente), sem utilização de mão-de-obra escrava e produção em baixa escala são justamente o que o Slow Fashion sugere. Que tal consumir menos, porém melhor? Realmente precisamos de tantas peças? O que está por trás de um acessório que custa 10 reais? De onde ele veio? Será que algo pode ser tão barato assim dentro da legalidade? Quando compramos produtos extremamente baratos, o que estamos incentivando?

Slow Fashion e as blogueiras de moda

É possível seguir o Slow Fashion? A princípio pode parecer difícil. Estamos acostumados a um ritmo de compra muito grande e o tempo todo somos estimulados a isso. Mas não é impossível. Pensando no contexto mais amplo, existem três blogs que eu acompanho que vêem tentando provocar esse tipo de reflexão e atitude em seus leitores. O primeiro que veio à minha cabeça foi o da Anna Soares, do Hoje Vou Assim Off. Eu conheci a Anna numa palestra que ela deu em Juiz de Fora e gostei muito da pegada de gente como a gente. Ela não só mostra como montar looks high-low (misturando o barato e o caro), como mostra as etiquetas das peças, dizendo se são da China ou não. Ela super valoriza o nacional e como, muitas vezes, as peças são mais caras, ela passou a mapear os outlets e lojas que vendem peças boas com preço melhor. Fica a dica dessa moça que arrasa na ideia de moda consciente.

Ana Soares – Hoje vou assim OFF

Em segundo lugar, veio o Tudo Orna. Eu falei sobre ele no vídeo das Minhas 5 blogueiras preferidas. As irmãs Alcântara possuem a própria marca, o Orna, e ela é toda feita em Curitiba, a cidade delas. Portanto, as coleções são limitadas e com mão-de-obra nacional. Além disso, elas estão numa vibe de ter no armário somente o necessário. No site, vocês podem conferir fotos dos closets delas e ver que isso é realmente verdade. Às vezes dá até uma raivinha,” como elas consegueeeem?”. Mas a ideia toda é essa, provocar os leitores a tentarem reduzir o ritmo de consumo e pensar: ” Eu preciso dessa peça?”, “Não tenho nada parecido?”, “Quantas vezes vou realmente usar ela?”.

 

Não encontrei uma foto divulgação recente, depois entrem lá porque o blog delas é muito bom!
Não encontrei uma foto divulgação recente, depois entrem lá porque o blog delas é muito bom!

Por fim, a última blogueira que eu pensei que também se enquadra no Slow Fashion é a Jo Moura, do Um ano sem Zara. Eu também falei sobre ela no último vídeo que eu coloquei no canal ( não deixem de conferir). Depois que a Jo mudou para a California, esse lado de moda consciente ficou ainda mais forte no blog dela. Vira e mexa ela coloca listas de “Achadões da semana”, mostrando todo tipo de roupa, sapato e afins que as grandes marcas produzem e que você pode encontrar por um preço mais acessível. Além disso, ela mostra como utilizar uma mesma peça de várias formas diferentes.

 

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Joana Moura – Um ano sem Zara

 

Slow Fashion em Juiz de Fora

Já pensando localmente, em Juiz de Fora começou no ano passado um evento de dar muito orgulho, o Mercado Aberto. Já falei dele aqui. Lá, é possível encontrar produtos artesanais desenvolvidos por vários artistas e artesãos não só de Juiz de Fora, mas de toda a região. Por isso é bacana participar, assim, você estimula esse tipo de comércio e também tem a oportunidade de ter uma das tardes de sábados mais deliciosas de todas. No Mercado você encontra tanto peças de vestuário ( roupas, acessórios, óculos de sol e afins) quanto quadros, frasqueiras,condimentos e muita comida boa!

Alice Linhares, dona da marca O gato d'Alice e idealizadora do Mercado Aberto
Alice Linhares, dona da marca O gato d’Alice e idealizadora do Mercado Aberto

Enfim, criado para provocar uma reflexão na forma como consumimos moda, o Slow Fashion ( “slow” em inglês significa lento) está cada vez mais sendo aderido pelas pessoas que desejam consumir uma moda única, personalizada e consciente. Não é fácil e nem barato, mas se pensarmos bem no custo benefício vale à pena o esforço. E,claro, a gente adere da forma que pode. Seja optando por comprar menos ou por comprar melhor, o importante é entender o nosso papel nesse processo todo.

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