Para quem nos arrumamos?

  E aí, personas,
 
 como estamos indo nessa semana?
 Espero que vocês estejam de olhos bem abertos para o que está por vir no blog, semana que vem irei contar tudo com todos os pormenores. Quase não estou me aguentando mais, quero muito contar para vocês haha.
  Mas hoje eu vim falar sobre outra coisa. Na segunda eu fiz um humilde post falando sobre a trajetória do blog e acredito que um dos diferenciais dele seja trazer para vocês assuntos novos relacionados à moda, de forma que possamos debatê-los e, quem sabe, chegar à alguma conclusão. 
  Bom, nessa semana eu assisti a um clipe da Colbie Caillat, aquela moça loira fofa que canta “Lucky” e faz toda mocinha chorar querendo ter o namorado perfeito haha. Então, mas dessa vez ela veio se unir ao time de cantoras que anda criticando através da música os padrões de beleza impostos por marcas e pela mídia. No clipe da música “Try”, ela questiona se você se gosta, se você gosta quando se olha no espelho e que não é preciso fazer tanto esforço para ser alguém que você não é, só porque a sua beleza não se enquadra nos padrões. Beleza até aí. Mas uma coisa me incomodou um pouco e por isso eu vim aqui, para a gente pensar juntos sobre o tema.
    À medida que o clipe avança, as mulheres vão retirando a maquiagem, cílios postiços e se assumindo no seu verdadeiro “eu”, a famosa cara lavada. Vamos lá. Eu adoro uma cara lavada, mas desculpa, eu não olho pro espelho e me acho linda de cara lavada. Eu realmente acho que fico melhor com pelo menos uma base na cara, que me dá uma cor mais uniforme e com um blush, me separando do mundo dos mortos. Entendam, não tem problema nenhum curtir maquiagem e se sentir mais bonita assim. Mas, ao mesmo tempo, também não tem problema nenhum você optar por looks mais relaxados e despretensiosos no dia-a-dia. Para quem não sabe, maquiagem é algo muito tóxico para a nossa pele e não faz bem usá-la o tempo todo, sem deixar a pele respirar um pouco. 
    Acho que o maior problema apontado não só pela música da Colbie, mas como a Lilly Allen em “Hard out here” ou mesmo Christina Aguilera, no início dos anos 2000, com “Beautiful”, é a questão da escravidão à beleza. Essa necessidade que a gente sente de perseguir padrões a fim de nos sentirmos belas, como se essa fosse a única opção. Olha, não é não. Apesar de saber que eu fico melhor maquiada, eu super me dou ao direito de sair de cara lavada seja para o que for. Aula, trabalho ou um encontro com uma amiga ou mesmo um lanche com o namô. Eu respeito o meu estado de espírito e, talvez, isso seja uma das coisas que as pessoas não entendam. Ninguém é obrigado a vestir nenhum tipo determinado de roupa ou usar o kit de maquiagem de sobrevivência que a fulana-do-blog-tal falou que você TEM que ter. 
    Outro fator que me fez refletir sobre isso, foi o texto que a Joana Moura do, Um ano sem Zara, postou falando sobre os looks do Coachella, festival de música que está acontecendo na Califórnia, sendo todos super parecidos, como se tivesse um dress code pro evento. 
   Cada vez mais estamos expostos a imagens, seja por meio de blogs, instagrams ou mesmo no Pinterest. E o que eu tenho notado e talvez até praticado ( não estou me excluindo da crítica aqui haha) é o consumo de padrões sem antes questioná-los. Primeiramente, eu não tenho um salário extensivo, portanto, não posso sair comprando nem um terço do que essa tchurma das modas pode. Segundo, nem tudo fica bem em mim ou me deixa confortável ao vestir. Os shorts curtinhos ( quando não exagerados) são lindos, mas eu não me sinto à vontade. A sensação que eu tenho é que eu sou só pernas e que ninguém vai conversar comigo e, sim, com as minhas pernas. Terceiro, qual o objetivo de existirem 7 bilhões de pessoas no planeta, se no fim vamos nos vestir todos iguais? 
     Usar de blogs, instagrams e painéis como referência é uma coisa. Usá-los como religião é bem diferente. Por isso, eu acredito que esse seja o objetivo da música e de muitos textos que estão por aí, valorizando o diferente e questionando a padronização do belo. 
Então, minha gente. Sejam vocês, se respeitem, se cuidem e tenham a felicidade como meio, não como fim. Afinal, cada um tem algo de bom a oferecer para si próprio e para o mundo.
 
Beijo no coração de vocês!
 
Fico aguardando comentário haha
 
Maria
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