O Moda no Chile

   Hola personas!
   Como están? Bien? Espero que sí!
 
   Sei que desapareci daqui desde que comecei a minha viagem para Santiago, mas olha, tenho ótimas aventuras para compartilhar! 
   Eu queria muito ter tirado foto dos looks que eu andei montando por aqui, mas o frio era muito e o atraso para pegar ônibus para a aula também. Mas, ainda sim eu andei tirando umas fotos, especialmente, dos acessórios lindos que eu encontrei por aqui!
    Antes de tudo eu preciso dizer: o Chile é lindo, Santiago é uma delícia. Mas tudo na vida tem dois lados. Uma das coisas desagradáveis de acá é a comida ( preço e qualidade) e o atendimento. Dios mío! Que dificuldade para almoçar. Eu fiquei em casa de família com direito a café-da-manhã e jantar. O que foi a melhor coisa que eu fiz, pois assim não tinha que me preocupar em fazer comida e só comer fora na hora do almoço. E a minha mãe chilena ó, super caprichosa na culinária. Além de se preocupar comigo, me tratou muito bem e ela sempre procurou variar a comida da janta! Puntos para mama! Depois de duas semanas aqui e só passando raiva para almoçar ( sério, um almoço aqui não sai menos que 15 reais e o cardápio não ajuda), apelei pro sanduíche!
Eu não sei porque as pessoas ainda não copiaram a lógica do self-service do Brasil. Sério, Brasil mora cada vez mais no meu coração. Aqui o esquema é : prato com uma carne com direito a um acompanhamento. Ou seja, carne com purê/batata frita/ arroz. Nada de salada, farofinha ou feijão. ( Saudades farofa). Para comer bem e ser bem atendido, tem que passar a tarjeta de débito sem dó nem piedade. Impossível comer bem, com calma e ser bem atendido por menos de 30 reais. Olvide esa idea, chicos!
 
   Mas ó, apesar do estresse com comida, o resto é de arrepiar. Não teve nenhum passeio que eu fiz aqui que não me encantasse! Andar pela cidade e poder ver as Cordilheiras dos Andes no fundo a todo instante é de arrepiar. Várias vezes eu me peguei parada nos pontos de ônibus pensando como pode existir algo tão bonito assim. E para completar a emoção, mega encarei um tracking pelas Cordilheiras através da minha escola! Ó, melhor passeio. Resolvi trocar Valle Nevado, que é uma estação de ski pela caminhada nas montanhas e não me arrependo. Skiar é muito caro e eu não tinha muita vontade. Então, me empacotei e fui pro tracking. Conhecer a neve foi muuuuito legal! Apesar das dificuldades na descida, porque era muito íngreme e a gente já tinha caminhado bastante, então eu tava bem cansada, eu não fiquei muito dolorida e, honestamente, a emoção de estar ali, caminhando na danada foi sensacional!
 
 
 
 
 
   Em relação aos passeios culturais, eu fiz questão de ir no máximo de lugares possíveis assim que eu cheguei. Santiago tem muitos museus interessantes, além de parques e feirinhas incríveis. Fali em todas que fui. Mas valeu muito à pena.
   Eu fui em dois museus até agora ( porque essa semana ainda vou conhecer mais dois.. inclusive um vai render um super post pro blog!) , o de Arte Pre-Colombino e o Memorial e Direitos Humanos. Os dois me encantaram em suas particularidades. Eu já conhecia um pouco da história dos indígenas pré-colombinos, mas ver suas obras no museu e compreender suas funções e olhar para o cuidado com a tecelagem das vestimentas e dos adornos das peças foi incrível. Uma coisa com a qual eu me identifiquei muito foram as cores. Tudo que é produzido aqui no Chile tem uma mescla de cores muito vibrante e que não fica pesado e, sim, alegre. 
 
 
Tênis comprado na Feria de Santa Lucia
 
 
 
 
   O museu Memorial e de Direitos Humanos é arrepiante. Não dá pra vir a Santiago e não ir lá. Primeiro que o tamanho do edifício já te impacta. Ele é enorme e tem um pátio grande bem claro, bem simples. Quando você entra há uma lista em ordem alfabética de todos os países que já tiveram suas comissões da verdade, a época, o porquê , quanto tempo durou e o resultado do trabalho apurado. Eu fiquei muito impressionada com a quantidade de comissões que já foram criadas… e com o fato de que a do Brasil é uma das mais novas de todas.
No segundo piso do museu há todo um relato das pessoas que foram sequestradas, presas e torturadas durante o período ditatorial chileno, além da narração da tomada do Palacio de la Moneda ( gabinete presidencial do Chile) pelos militares e o próprio suicídio do Allende. Ao mesmo tempo que a história é revoltante( a ditadura no Chile chegou a prender crianças e torturá-las em frente de seus pais), ela também é inspiradora. A luta dos chilenos pela volta da democracia com a campanha do “NO” foi muito inteligente e mostrou a força da esperança de um povo.
Além disso, diferentemente do Brasil, desde o fim da ditadura, a polícia chilena passou por uma reforma. Agora, existem os carabineros, que são como os policiais civis do BR, e eles estão em todos os lugares de Santiago. Por onde se passa, há pelo menos dois carabineros juntos, de moto, à cavalo, de carro… E eles sempre ajudam quando você precisa. Várias vezes lhes pedi informação e eles foram bem gentis. Algo que contrasta bem com a nossa realidade. Além disso, os carabineros são incorruptíveis. Se alguém tenta suborná-los é preso na hora. Porque o passado ditatorial do Chile ficou marcado como uma “vergonha” para a polícia.  Claro que há controvérsias quanto ao uso da força por aqui. Também tem o batalhão que enfrenta a população duramente em situações de protesto. Mas ai, já é uma outra força armada. 
 
 
 
 
   Bom, em relação à compras. Eu particularmente não achei Santiago um bom lugar para comprar roupas. As modelagens são bem diferentes, até mesmo pela estatura mais mediana da chilena. Os lugares onde eu fiz mais compra foram na Feria de Santa Lucia, na Feria de Viña del Mar e no Costanera Center. Na verdade eu deixei meu cartão no Costanera haha. Mentira, mas foi quase. O danado do shopping tem 6 andares e tem todas as lojas possíveis e, para ajudar, tava na promoção! ( pulemos de alegria e, de preferência, em cima da minha mala para ela fechar). Uma das lojas do Costanera é a famosa Falabella, espécie de C&A. A diferença é que ela é mais completa, vende eletrônico, maquiagem, secador de cabelo, perfume e todo o mais. Eu não cai de amores por ela não, pois não era a mais barata do pedaço. As mais baratas eram a Ripley, Paris Cencosud e Hites. Foram nelas que eu comprei vários acessórios diferentes para presente e para mí. Não comprei nenhum acessório bacana que tenha custado mais que 25 reais. As coisas aqui são mais baratas que no Brasil, mas não são ridiculamente baratas como nos EUA. Mas, em compensação, se compra acessórios, lenços, cachecóis e afins com mais qualidade e mais variedade também!!
Nas feirinhas eu deitei e rolei. Sério, eu tenho um apego por moamba que é impressionante. Não posso ver uma barraquinha, mesmo se for no chão, que eu paro para olhar. E se tem uma coisa que tem aqui, é barraca. Vixi! Andava olhando pros lados o tempo todo. Tem que ficar de olho na qualidade e no preço também. Pexinxar no Chile é falta de educação, mas pesquisar pelo mais barato não. Nessas feirinhas, o preço de um mesmo produto pode variar até 5 reais. E 5 reais aqui não é fortuna, mas paga parte do Starbucks, haha. Eu tirei algumas fotos do que eu comprei. Mas a minha intenção é tirar foto de tudo que eu comprei por aqui para mostrar para vocês.
 
 
 
 
 
   Tenho que admitir que estou apaixonada por Santiago e moraria aqui fácil, se pudesse trazer a família, os amigos e a minha casa haha. 
 
   Eu vou contando mais para vocês! 
  Ainda preciso contar da minha saga trágica da semana passada, mas que acabou sendo muito boa para mim!
 
   Hasta luego, chicos!
   Que se vayan bien!
 
     Besos,
 
               María
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